Depoimento do professor Luiz Fernando Scheibe, da UFSC, sobre riscos do fracking

Em palestra durante a 6a Conferência Estadual das Cidades, realizada em Foz do Iguaçu, no Paraná, no dia 17 de agosto, o geólogo e professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Luiz Fernando Scheibe, falou sobre a relação entre a exploração do gás de xisto pelo método do fraturamento hidráulico (fracking) e a contaminação das águas.

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Água, recurso vital: contra a mercantilização e a privatização

(Carta de Uberlândia, 15/07/2017)

“Os participantes do VI Workshop Internacional Sobre Planejamento e Desenvolvimento Sustentável de Bacias Hidrográficas, reunidos na Universidade Federal de Uberlândia, no município de Uberlândia, estado de Minas Gerais, Brasil, manifestam sua preocupação pelo avanço e implementação cada vez mais intensas por parte de governos da América Latina, em associação com corporações internacionais, nacionais e monopólios de programas e políticas dirigidas à mercantilização e à privatização de fontes de água e de serviços baseados nas águas superficiais e subterrâneas de bacias hidrográficas.

[…]. Vemos com interesse os processos de resistência contra a mercantilização privatista neoliberal dos serviços de abastecimento e saneamento que estão protagonizando numerosas localidades em diversas partes do mundo, como Atlanta, Indianápolis, Johanesburgo, Dar-es-Salaam, Accra, Almaty, Kuala Lumpur, etc. Na Europa, o processo de recuperação da gestão pública (“remunicipalização”) tem obtido força especial, com destaque para Paris, Berlim, Budapeste, Montpellier, Tarrasa e Valladolid, onde a gestão pública é entendida em transparência, participação social e cobrança de contas”.

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Mais da metade da população mundial não tem acesso a saneamento básico, diz ONU

(Jornal da Ciência, 13/07/2017)

“Cerca de 4,5 bilhões de pessoas no mundo – bem mais da metade da população global atual de 7,6 bilhões de habitantes – não têm acesso a saneamento básico seguro, segundo relatório recente divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Já a quantidade de moradores do planeta com algum saneamento básico é de 2,3 bilhões. A informação é da ONU News.

O documento das Nações Unidas indica ainda que o número de pessoas sem acesso à água potável em casa é de 2,1 bilhões em todo o mundo. Esta é a primeira vez que a OMS e o Unicef fazem um levantamento global sobre água, saneamento básico e higiene.

O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus afirmou que água potável encanada, saneamento e higiene não deveriam ser privilégios apenas daqueles que vivem em centros urbanos e em áreas ricas. Para ele, os governos são responsáveis por assegurar que todos tenham acesso a esses serviços”.

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O encontro feliz da Pachamama com Gaia

(Carta Maior, 13/07/2017)

“A América Latina foi a primeira a inaugurar um constituionalismo ecológico, inserindo nas constituições do Equador e da Bolívia os direitos da natureza e da Mãe Terra. Anteriormente, e também por primeiro, foi o México. a introduzir em sua constituição em 1917 os direitos sociais. Zaffaroni faz a apologia das virtuadalidades criadoras de  harmonia do ser humano com a natureza que a visão andina do “bem viver e conviver”(sumac kawsay) comporta; também de Gaia, a Terra como um super-organismo vivo que se auto-regula para sempre produzir e reproduzir vida. A Pachamama  e Gaia  são dois caminhos que se encontram “numa feliz coincidência do centro e da periferia do poder planetário”. Ambos são portadores de esperança de uma Terra, Casa Comum, na qual todos os seres são incluídos. Eles nos libertarão das ameaças apocalípticas do fim de nossa civilização e da vida”.

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Mercado impede avanços contra mudanças climáticas, diz sociólogo

“A racionalidade moderna é contra o ambiente”, afirma Leff em entrevista à Folha.

O foco exclusivo na sustentabilidade da economia, em vez de se olhar para a sustentabilidade do planeta, fez piorar a crise ambiental desde a Rio-92, segundo o sociólogo mexicano Enrique Leff, 71, um dos maiores teóricos ambientais em atividade.

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SAO PAULO, SP, BRASIL, 01-06-2017: O sociólogo mexicano Enrique Leff, durante o seminário “Diálogos sobre os desafios socioambientais conteporâneos˜, no Sesc Vila Mariana. (Foto: Bruno Santos/ Folhapress) *** FSP-COTIDIANO *** EXCLUSIVO FOLHA***

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Sociedade Brasileira de Geologia homenageia Luiz Fernando Scheibe

Professor Emérito da UFSC, Luiz Fernando Scheibe recebeu no último dia 4 de junho, durante o X Simpósio Sul-Brasileiro de Geologia, uma homenagem da Sociedade Brasileira de Geologia – Núcleo do Paraná. Segundo os organizadores do evento, trata-se de um reconhecimento à significativa contribuição à pesquisa, ao seu conhecimento nacional e internacional e a sua atuação no desenvolvimento de recursos humanos para a Geologia e as Geociências no Brasil.

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A importância da entrada em vigor do Acordo do Sistema Aquífero Guarani

Em 2 de maio de 2017, o Senado brasileiro aprovou o Acordo Guarani, abrindo a porta à sua ratificação formal. Este é um fato notável, considerando que o Acordo foi assinado em 2010 pelo Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai e somente Argentina e Uruguai ratificaram o Acordo em 2012. Estamos, portanto, próximos da possível entrada em vigor do Acordo, quase sete anos após a sua adoção, desde que os dois países restantes finalizem o processo de ratificação. Nesse contexto, o  Strathclyde Centre for Environmental Law and Governance (SCELG), colaborando com o Centro de Pesquisas de Águas Subterrâneas (CEPAS|USP) da Universidade de São Paulo e com o Centro Regional para la Gestión de las Aguas Subterráneas (CEREGAS) desenvolveram um estudo destinado a ressaltar o valor do Acordo Guarani para a gestão do aquífero e para a região. O estudo está disponível em espanhol e português.

Quais serão os ganhos, com a entrada em vigor do Acordo Guarani para os quatro países:

1) Atrairá mais investimentos e financiamentos aos quarto países, permitindo o retorno de projetos que trarão mais conhecimento técnico e científico do aquífero, através de programas ambientais e de cooperação internacional.

2) Não representa uma restrição indevida à soberania nacional de seus países, mas a promoção do intercâmbio das melhores práticas de gestão das águas subterrâneas, através da institucionalização do próprio Acordo e de reuniões regulares, quando os países apresentarão suas comunicações de forma voluntária.

3) Levará seus países à vanguarda da cooperação sobre águas internacionais, considerando-se o número ainda baixo de acordos vigentes entre países sobre aquíferos transfronteiriços.

4)  Contribuirá para o cumprimento de importantes metas, indicadores e requerimentos processuais de tratados internacionais que os quarto países já assinaram, tais como as do Desenvolvimento Sustentável e do Acordo de Paris sobre as Mudanças Climáticas Global.

Texto: Prof. Dr. Ricardo Hirata (Vice-Diretor do CEPAS|USP – Centro de Pesquisas de Água Subterrâneas)

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